[Até que ponto é seguro, honesto, justo, saudável, positivo, benéfico, influenciar na vida dos outros? Essa tem sido a fina linha que tenho pisado, e tentado aprender a caminhar sobre ela e como funciona.
Senti que precisava muito escrever sobre esses aspectos. E nesse exato momento em que minhas mãos deslizam sobre as teclas eu estou aprendendo e organizando as ideias que choveram desde que a questão foi levantada.
No post anterior na citação de Prem Baba um foi princípio levantado...
"Ninguém tem o poder de mudar o outro, apenas a si mesmo. E a partir de si mesmo é possível inspirar o outro a mudar. Porém o ego quer ter poder. Ele acha que já sabe de tudo e que pode mudar o outro. Achar que sabe mais do que o outro e querer modificá-lo a partir das suas crenças é uma das maiores distrações do caminho espiritual."
Aqui parece-me que é uma questão de reconhecer a bagagem de experiência do outro. Reconhecer e respeitar que o outro também teve e tem suas experiências. Que assim como eu, o outro também construiu seu sistema de crenças. E também Stephen Covey disse algo parecido e concluiu...
"Ninguém pode convencer ninguém a mudar. Os portões da mudança só podem ser abertos de dentro para fora."
É o que a vida tem me ensinado também. Parece algo unanime: "não se pode mudar o outro", então apenas ele mesmo pode se modificar. Isso implica também que apenas eu posso me modificar. E José Saramago diz...
"Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro."
Respeito, mas também compreensão. Porque se eu quero mudar o outro, então estou incomodado com ele. Se faço isso, então é porque acho que estou certo, e ele está errado. Não é mesmo? Mas e se a pessoa quer continuar experimentando aquilo?
O agricultor planta a semente mas não ordena: "Cresça!", "Deveria já estar grande!", "Dê frutos agora!", "Dê frutos amanhã!"... ao invés disso volta no outro dia e vê a terra seca, joga um pouco de água para não "encharcar". Volta outra dia e olha novamente. Também não fica sentado e parado esperando a planta crescer, pelo contrário, ele sai porque sabe se pisar demais a terra vai endurecer, e a sua sombra vai impedir o sol banhe o solo com a luz. Ele também olha pro céu e vê que vem chuva, então sai porque não precisa interferir. E reza e pede que o plantio seja abundante, mas não sabe e nem exige qual semente irá dar frutos. O filho que anda com ele aprende por que vê o que o Pai faz, e talvez seja por isso que Mahatma Gandhi disse:
"Você deve ser o exemplo da mudança que deseja ver no mundo."



